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O Governo são-tomense levantou aos cidadãos europeus a
obrigatoriedade do certificado de vacinação contra a febre-amarela como
condição para a obtenção de vistos para entrar em São Tomé e Príncipe,
justificando que é preciso atrair mais turistas.
"Decidimos que os turistas que querem entrar em São Tomé, se
vêem da Europa, não têm necessariamente de ser submetidos a vacinação.
Podem vir, que no aeroporto não lhes será pedido o certificado dessa
vacina, nem tão pouco nas embaixadas", disse à Lusa o ministro da Saúde.
Arlindo
de Carvalho referiu ainda que "algumas pessoas" estão a interpretar
"erradamente" o comunicado do Governo tornado público na semana
passada, pois que a restrição não foi totalmente levantada.
A
obrigação do certificado de vacina da febre-amarela, explicou o
ministro, continua a ser aplicada a cidadãos oriundos de regiões
consideradas endémicas.
Apesar do fim da obrigatoriedade para
cidadãos europeus, o Governo são-tomense continua a recomendar que,
caso passem pela zona continental de África, sejam submetidos à vacina.
"Recomendamos fortemente que todos os cidadãos que vêem de zonas
endémicas, incluindo europeus, sejam submetidos a vacina contra a
febre-amarela, sobretudo se passaram pela parte continental da África",
disse o ministro.
A obrigação estipulada pelas autoridades sanitárias são-tomenses vigora há mais de 15 anos.
"A
Organização Mundial Saúde (OMS) define a febre-amarela como uma vacina
importante para a nossa zona, considerada endémica. São Tomé está numa
zona endémica e todos os países limítrofes também estão", disse o
ministro da Saúde.
Arlindo de Carvalho justifica o aligeiramento da medida pelo Governo com a necessidade de atrair mais turistas para o país.
"Nós
analisámos o fluxo crescente de turistas que querem entrar no país e os
pedidos que têm vindo das embaixadas", refere o titular da saúde de São
Tomé.
"A necessidade de se vacinar contra a febre-amarela é
algo que os serviços de fronteira impõem para as pessoas terem direito
a visto. E isso tem, de alguma forma, tem contribuído para impedir que
algumas pessoas, em tempo útil, consigam vistos para São Tomé",
justifica.
In RTP
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